Está localizado junto ao porto do Recife na direção norte e teve sua construção iniciada pelos portugueses em outubro de 1629, sob a responsabilidade do engenheiro militar Diogo Paes, onde havia uma antiga trincheira. Seu objetivo era a proteção da barra de entrada do porto.
Com a invasão das tropas holandesas em Olinda e depois Recife, foi tomado em fevereiro de 1630 ainda em obras. Em maio daquele ano as obras da estacada dupla de madeira preenchida com areia foram re-iniciadas pelos engenheiros Tobias Commersteyn, Andréas Drewich e Pieter van Bueren, tendo sido denominado Forte Bruyne em homenagem ao conselheiro Johan Bruyne.
Em 1654 a Inssureição Pernambucana retomou o forte que foi batizado de Forte de São João Batista.
Foi palco de diversos episódios na Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador (1824) e Revolução Praieira (1848).
Durante a 1ª Guerra Mundial foi utilizado pela 2ª Bateria do 4º Batalhão de Posição. Permaneceu abandonado durante bom tempo, abrigando famílias de baixa renda, até 1938 quando foi tombado pelo IPHAN. Serviu como depósito da 7ª Região Militar e como posto de alistamento militar.
Atualmente administrado pelo Exército Brasileiro, sofreu pesquisa arqueológica em 1985 pelo Laboratório de Arqueologia da UFPE, em colaboração com o Comando Militar do Nordeste, a 7ª RM e a Fundação Joaquim Nabuco, encontrando-se restaurado e aberto ao público, onde funciona o Museu Militar do Forte do Brum, que exibe armamento e peças arqueológicas.
Espaço dedicado à cidade do Recife, ao período do Brasil holandês e ao príncipe Johann Moritz von Nassau-Siegen
sábado, 3 de setembro de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
Mauritsstadt
"Havia na chamada ilha de Antônio Vaz (tal era o nome do antigo possuidor) ampla área de terreno entre o forte Ernesto e das Cinco Pontas, situado entre o Capibaribe e o Beberibe. Era uma planície sáfara, inculta, despida de arvoredos e arbustos, que por estar desaproveitada cobria-se de mato.
Não obstante, ao conde aprouve furtar aos olhos aquele terreno desnudo, sombreando-o com uma plantação de árvores não só para não ficar exposto às ofensas do inimigo, mas ainda para os cidadãos e soldados, durante as quadras ásperas, delas tirarem o alimento e o refrigério dos frutos, encontrando também ali os habitantes um abrigo seguro.
Por conseguinte, Nassau, para não pesar ao tesouro e prover ao bem público, adquiriu à sua custa aquele terreno, transformando-o num lugar ameno e útil tanto à sua saúde e segurança como à dos seus. O conde, edificando, teve o cuidado de atender à salubridade, procurando o sossego e obtendo a segurança do lugar, sem descurar também da amenidade dos hortos.
O palácio por ele construído tem duas torres elevadas, surgindo do meio do parque, visíveis desde o mar a uma distância de seis a sete milhas e servem de faróis aos navegantes. Ainda hoje pompeia, em seu esplendor, o palácio de Friburgo, protegendo a ilha de Antônio Vaz e deleitando os cidadãos, como perene monumento da grandeza nassóvia no outro hemisfério."
Gaspar Barléus: Rervm per octennivm in Brasilia...
Não obstante, ao conde aprouve furtar aos olhos aquele terreno desnudo, sombreando-o com uma plantação de árvores não só para não ficar exposto às ofensas do inimigo, mas ainda para os cidadãos e soldados, durante as quadras ásperas, delas tirarem o alimento e o refrigério dos frutos, encontrando também ali os habitantes um abrigo seguro.
Por conseguinte, Nassau, para não pesar ao tesouro e prover ao bem público, adquiriu à sua custa aquele terreno, transformando-o num lugar ameno e útil tanto à sua saúde e segurança como à dos seus. O conde, edificando, teve o cuidado de atender à salubridade, procurando o sossego e obtendo a segurança do lugar, sem descurar também da amenidade dos hortos.
O palácio por ele construído tem duas torres elevadas, surgindo do meio do parque, visíveis desde o mar a uma distância de seis a sete milhas e servem de faróis aos navegantes. Ainda hoje pompeia, em seu esplendor, o palácio de Friburgo, protegendo a ilha de Antônio Vaz e deleitando os cidadãos, como perene monumento da grandeza nassóvia no outro hemisfério."
Gaspar Barléus: Rervm per octennivm in Brasilia...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Os Judeus no Brasil Holandês
Com a conquista de Pernambuco pelos holandeses, os judeus que viviam em grande número na Holanda, vindos principalmente de Portugal e Espanha além de outras partes da Europa como Alemanha e Polonia, fugindo da Inquisição, vislumbraram boas oportunidades no Brasil e passaram a emigrar para o Recife. Alguns cristãos-novos que já residiam em Pernambuco re-assumiram sua condição judaica sob o domínio e tolerância dos invasores da Cia. das Índias Ocidentais.
A partir da consolidação das conquistas no Brasil, o contingente de judeus cresceu e eles se estabeleceram como empreendedores em diversos ramos como o comércio do açúcar e do tabaco, cobrança de impostos, empréstimo de dinheiro e tráfico de escravos. A maioria dominava tanto o português quanto o holandês o que lhes conferiam imenso diferencial nos negócios. Tinham seu próprio cemitério, escolas e organizações de ajuda às viúvas e órfãos.
Em 1636, os principais comerciantes judeus compraram um terreno no Recife onde se instalaram. O local ficou conhecido como Jodenstraat ou Rua dos Judeus. Com a expulsão dos holandeses, foi rebatizada como Rua do Bom Jesus.
Chegando ao Recife em 1637, Nassau procurou desenvolver a tolerância entre os holandeses (calvinistas), portugueses (católicos) e judeus com o objetivo de incrementar o comércio e a paz entre esses povos. Segundo o professor Ronaldo Vainfas: "o conde de Nassau foi, sobretudo, um administrador de conflitos na sociedade pernambucana".
Nassau teve tanto sucesso na sua política com os judeus que estes, ao saberem de sua volta para a Europa, ofereceram ao conde, caso ele permanecesse no cargo, uma doação mensal de três mil florins, segundo o documento chamado Petição da Nação Hebraica.
A partir da consolidação das conquistas no Brasil, o contingente de judeus cresceu e eles se estabeleceram como empreendedores em diversos ramos como o comércio do açúcar e do tabaco, cobrança de impostos, empréstimo de dinheiro e tráfico de escravos. A maioria dominava tanto o português quanto o holandês o que lhes conferiam imenso diferencial nos negócios. Tinham seu próprio cemitério, escolas e organizações de ajuda às viúvas e órfãos.
Em 1636, os principais comerciantes judeus compraram um terreno no Recife onde se instalaram. O local ficou conhecido como Jodenstraat ou Rua dos Judeus. Com a expulsão dos holandeses, foi rebatizada como Rua do Bom Jesus.
Chegando ao Recife em 1637, Nassau procurou desenvolver a tolerância entre os holandeses (calvinistas), portugueses (católicos) e judeus com o objetivo de incrementar o comércio e a paz entre esses povos. Segundo o professor Ronaldo Vainfas: "o conde de Nassau foi, sobretudo, um administrador de conflitos na sociedade pernambucana".
Nassau teve tanto sucesso na sua política com os judeus que estes, ao saberem de sua volta para a Europa, ofereceram ao conde, caso ele permanecesse no cargo, uma doação mensal de três mil florins, segundo o documento chamado Petição da Nação Hebraica.
terça-feira, 5 de julho de 2011
História dos Feitos Recentemente Praticados...
Tendo voltado para a Europa em 1644, Nassau encarregou o historiador e poeta belga Caspard van Baerle, mais conhecido pelo nome latino de Gaspar Barleus, de escrever um relato de suas atividades à frente do Brasil holandês.
Rervm per octennivm in Brasilia et alibi nuper gestarum, sub praefectura Illustrissimi Comitis I. Mavritti Nassoviae & c. Comitis, nunc Vesaliae Gubernatoris & Equitatus Foederatorum Belgii Ordd. sub Avriaco Ductoris (História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil e noutras partes sob o governo do Ilustríssimo Conde J. Maurício de Nassau, ora Governador de Wesel, Tenente-General da Cavalaria das Províncias Unidas, sob o Príncipe de Orange) foi publicado em latim em 1647 através da renomada tipografia Ioannis Blaeu de Amsterdã.
Mesmo nunca tendo estado no Brasil, Barleus teve acesso aos arquivos de Nassau e produziu um dos mais belos e importantes livros sobre o Brasil holandês e do século XVII, ricamente ilustrado com desenhos e mapas.
Originalmente o livro tinha 340 páginas no formato 49x29 cm, com 56 ilustrações, sendo 27 de Frans Post, mapas de Georg Marcgrave, um mapa de Cornelis Golijath e um retrato de Nassau por Theodoro Matham. Além de aspectos do Brasil, contém informações da África e do Chile. Nassau enviou exemplares da obra para diversos nobres europeus como divulgação de seus feitos nas terras de além-mar.
Foram publicadas edições em alemão (1659), holandês (1923) e português (1940). Em 1980 foi publicada uma edição pela fundação de Cultura da Cidade do Recife em homenagem ao terceiro centenário da morte de Nassau. O Instituto Ricardo Brennand possui dois exemplares desta obra, sendo um de 1659 e outro de 1660.
Rervm per octennivm in Brasilia et alibi nuper gestarum, sub praefectura Illustrissimi Comitis I. Mavritti Nassoviae & c. Comitis, nunc Vesaliae Gubernatoris & Equitatus Foederatorum Belgii Ordd. sub Avriaco Ductoris (História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil e noutras partes sob o governo do Ilustríssimo Conde J. Maurício de Nassau, ora Governador de Wesel, Tenente-General da Cavalaria das Províncias Unidas, sob o Príncipe de Orange) foi publicado em latim em 1647 através da renomada tipografia Ioannis Blaeu de Amsterdã.
Mesmo nunca tendo estado no Brasil, Barleus teve acesso aos arquivos de Nassau e produziu um dos mais belos e importantes livros sobre o Brasil holandês e do século XVII, ricamente ilustrado com desenhos e mapas.
Originalmente o livro tinha 340 páginas no formato 49x29 cm, com 56 ilustrações, sendo 27 de Frans Post, mapas de Georg Marcgrave, um mapa de Cornelis Golijath e um retrato de Nassau por Theodoro Matham. Além de aspectos do Brasil, contém informações da África e do Chile. Nassau enviou exemplares da obra para diversos nobres europeus como divulgação de seus feitos nas terras de além-mar.
Foram publicadas edições em alemão (1659), holandês (1923) e português (1940). Em 1980 foi publicada uma edição pela fundação de Cultura da Cidade do Recife em homenagem ao terceiro centenário da morte de Nassau. O Instituto Ricardo Brennand possui dois exemplares desta obra, sendo um de 1659 e outro de 1660.
terça-feira, 28 de junho de 2011
As Moedas Holandesas
As primeiras moedas feitas no Brasil foram cunhadas pelos holandeses quando do cerco que sofreram em Recife pelas tropas luso-brasileiras. Foram chamadas de moedas obsidionais.
Sem meios para pagamento dos soldados, a Companhia das Índias Ocidentais produziu as moedas obsidionais com as marcas GWC (Gheoctroyeerde West-Indische Compagnie ou Cia. Privilegiada das Índias Ocidentais), Brasil e Anno 1645 ou 1646 (de acordo com o ano). As moedas foram cunhadas com o ouro de um carregamento destinado à Holanda e eram no valor de 3, 6 e 12 florins. Em 1654 com a rendição dos holandeses e a restauração pernambucana, ainda foram cunhadas moedas de prata, estas sem o nome Brasil.
Obsidional significa sítio, cerco ou risco de detenção.
Sem meios para pagamento dos soldados, a Companhia das Índias Ocidentais produziu as moedas obsidionais com as marcas GWC (Gheoctroyeerde West-Indische Compagnie ou Cia. Privilegiada das Índias Ocidentais), Brasil e Anno 1645 ou 1646 (de acordo com o ano). As moedas foram cunhadas com o ouro de um carregamento destinado à Holanda e eram no valor de 3, 6 e 12 florins. Em 1654 com a rendição dos holandeses e a restauração pernambucana, ainda foram cunhadas moedas de prata, estas sem o nome Brasil.
Obsidional significa sítio, cerco ou risco de detenção.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
A Importância da Guerra Contra os Holandeses
O historiador Francisco Adolfo de Varnhagen destacou a enorme importância da resistência e reconquista do solo brasileiro, principalmente o pernambucano, no conflito contra o invasor holandês, comparado-o com a Guerra do Paraguai.
A Guerra do Paraguai foi o maior embate em território sul-americano, envolvendo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, 400 mil combatentes e resultou na morte de cerca de 350 mil pessoas entre civis e militares. Durou de dezembro de 1864 até março de 1870 (menos de 6 anos).
Cita Varnhagen: "Estavamos a serviço em Petrópolis e ainda estava por decidir a titânica luta que o Brasil sustentou com o Paraguai e éramos testemunhas do desfalecimento de alguns, que já se queixavam de uma guerra de mais de dois anos. Para avivar-lhes a lembrança, apresentei-os o exemplo de outra mais antiga, em que o Brasil, ainda insignificante colônia, havia lutado 24 anos sem descanso e por fim vencido, contra uma das nações naquele tempo mais guerreiras da Europa".
A Guerra do Paraguai foi o maior embate em território sul-americano, envolvendo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, 400 mil combatentes e resultou na morte de cerca de 350 mil pessoas entre civis e militares. Durou de dezembro de 1864 até março de 1870 (menos de 6 anos).
Cita Varnhagen: "Estavamos a serviço em Petrópolis e ainda estava por decidir a titânica luta que o Brasil sustentou com o Paraguai e éramos testemunhas do desfalecimento de alguns, que já se queixavam de uma guerra de mais de dois anos. Para avivar-lhes a lembrança, apresentei-os o exemplo de outra mais antiga, em que o Brasil, ainda insignificante colônia, havia lutado 24 anos sem descanso e por fim vencido, contra uma das nações naquele tempo mais guerreiras da Europa".
terça-feira, 21 de junho de 2011
Os Nomes do Recife
Pero Lopes de Souza em seu Diário de 1532 trata o Recife como Barra do Arrecife.
Em 1537, o donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira, refere-se ao Recife como Ribeira do Mar dos Arrecifes dos Navios. Também era citada naquela época como Povo (povoado) dos Arrecifes.
James Lancaster, corsário inglês à serviço da Coroa britânica, invadiu o Recife em 1595 e fez um valiosíssimo saque. Ele chamava o local de Cidade Baixa.
No século XVII, com tomada das capitanias do norte pelos neerlandeses da WIC, o povoado do Recife foi muito desenvolvido pelo Conde Maurício de Nassau, sendo denominado Maurícia ou Mauritsstad.
O governador de Pernambuco, Sebastião de Castro Caldas, no dia 19 de novembro de 1709, elevou o Recife à categoria de vila com a designação de Santo Antônio do Recife, restringindo-se seu território aos atuais bairros do Recife, Santo Antônio e São José. As outras localidades como Várzea, Boa Vista, Afogados e Jaboatão continuavam vinculadas a Olinda.
O Recife passou à categoria de cidade pela Carta Imperial de 5 de dezembro de 1823 e a capital de Pernambuco em 15 de fevereiro de 1827.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
O Arraial Novo do Bom Jesus
Por determinação do mestre-de-campo João Fernandes Vieira, inicou-se em setembro de 1645 a construção de uma fortificação na zona oeste do Recife, próximo à várzea do Capibaribe, ficando conhecida posteriormente por Forte ou Arraial Novo do Bom Jesus.
Era destinado a armazenar víveres e material bélico para as tropas luso-brasileiras na guerra contra os holandeses e estava armado com canhões conquistados aos invasores em outras localidades.
Concluída sua construção de terra batida em janeiro de 1646, foi o ponto inicial do movimento das forças aliadas que venceram os holandeses nas duas batalhas dos Guararapes em 1648 e 1649 e na reconquista do Recife e Maurisstadt em 1654.
Localizado no atual bairro do Engenho do Meio, em uma praça na Av. do Forte, possui uma coluna comemorativa erguida pelo Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco em 1872 e restaurado em 1917. Atualmente não existe nenhuma ação de recuperação ou pesquisa arqueológica no local.
Era destinado a armazenar víveres e material bélico para as tropas luso-brasileiras na guerra contra os holandeses e estava armado com canhões conquistados aos invasores em outras localidades.
Concluída sua construção de terra batida em janeiro de 1646, foi o ponto inicial do movimento das forças aliadas que venceram os holandeses nas duas batalhas dos Guararapes em 1648 e 1649 e na reconquista do Recife e Maurisstadt em 1654.
Localizado no atual bairro do Engenho do Meio, em uma praça na Av. do Forte, possui uma coluna comemorativa erguida pelo Instituto Histórico e Geográfico de Pernambuco em 1872 e restaurado em 1917. Atualmente não existe nenhuma ação de recuperação ou pesquisa arqueológica no local.
A Organização Político-administrativa do Brasil Holandês
Pouco tempo após sua chegada ao Brasil, Nassau preocupou-se com a desorganização do sistema administrativo da colônia e começou a providenciar os meios de colocar seus domínios em ordem.
Os holandeses já tinham o Alto Conselho Secreto presidido pelo próprio Conde de Nassau e composto por 3 membros que cuidava do Estado, do Governo Civil e da guerra, e o Conselho Político e de Justiça. Foram então criadas as Câmaras de Escabinos semelhantes às câmaras municipais dos portugueses. Essas Câmaras eram compostas de portugueses, brasileiros e holandeses, devendo todos os membros ter a aprovação de Nassau.
Foram criadas as Câmaras de Olinda, Igarassu, Sirinhaém, Porto Calvo e Alagoas; Paraíba, Itamaracá e Rio Grande. Continuou ainda a divisão em Capitanias (Rio Grande, Itamaracá e Pernambuco), sendo agora administradas por um governador designado pelo Conselho Secreto.
Vale lembrar, que a Capitania de Pernambuco englobava o atual território de Alagoas até o rio São Francisco, existindo a Capitania de Itamaracá entre a de Pernambuco e a da Paraíba.
Os holandeses já tinham o Alto Conselho Secreto presidido pelo próprio Conde de Nassau e composto por 3 membros que cuidava do Estado, do Governo Civil e da guerra, e o Conselho Político e de Justiça. Foram então criadas as Câmaras de Escabinos semelhantes às câmaras municipais dos portugueses. Essas Câmaras eram compostas de portugueses, brasileiros e holandeses, devendo todos os membros ter a aprovação de Nassau.
Foram criadas as Câmaras de Olinda, Igarassu, Sirinhaém, Porto Calvo e Alagoas; Paraíba, Itamaracá e Rio Grande. Continuou ainda a divisão em Capitanias (Rio Grande, Itamaracá e Pernambuco), sendo agora administradas por um governador designado pelo Conselho Secreto.
Vale lembrar, que a Capitania de Pernambuco englobava o atual território de Alagoas até o rio São Francisco, existindo a Capitania de Itamaracá entre a de Pernambuco e a da Paraíba.
domingo, 12 de junho de 2011
Províncias Unidas, Países Baixos, Holanda
A República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos, Republiek der Zeven Verenigde Nederlanden (holandês) ou Belgica Foederata (latim) foi fundada em 23 de janeiro de 1579 pela União de Utrecht durante a Guerra dos 80 Anos contra o império espanhol, onde era reconhecido o direito de cada província a manter as suas tradições, a união militar de todas elas e a liberdade de culto religioso.
As Sete Províncias Unidas eram Frísia, Groningen, Güeldres, Holanda, Overijssel, Utrecht e Zelândia. Existiu até 1795 quando da invasão francesa por Bonaparte, surgindo então a República Batava.
No século XVII os Países Baixos tiveram o chamado Século de Ouro ou Idade de Ouro Neerlandesa onde estenderam seu império colonial por todo o mundo, destacando-se na ciência, cultura e comércio. É considerada a primeira potência capitalista ocidental, com suas Companhias das Índias Ocidentais e Orientais surgindo como as grandes multinacionais da época.
As Sete Províncias Unidas eram Frísia, Groningen, Güeldres, Holanda, Overijssel, Utrecht e Zelândia. Existiu até 1795 quando da invasão francesa por Bonaparte, surgindo então a República Batava.
No século XVII os Países Baixos tiveram o chamado Século de Ouro ou Idade de Ouro Neerlandesa onde estenderam seu império colonial por todo o mundo, destacando-se na ciência, cultura e comércio. É considerada a primeira potência capitalista ocidental, com suas Companhias das Índias Ocidentais e Orientais surgindo como as grandes multinacionais da época.
sábado, 28 de maio de 2011
Descrição de Olinda e Recife
Dentro da vila de Olinda habitam inumeráveis mercadores com suas lojas abertas, colmadas de mercadorias de muito preço, de toda sorte, em tanta quantidade que semelha uma Lisboa pequena.
A barra do seu porto [Recife] é excelentíssima, guardada de duas fortalezas bem providas de artilharia e soldados que as defedem; os navios estão surtos da banda de dentro, seguríssimos de qualquer tempo que se levante posto que muito furioso, porque tem sua defensão grandíssimos arrecifes onde o mar quebra. Sempre se acham nele ancorados, em qualquer parte do ano, mais de trinta navios, porque lança de si, em cada um ano, passante de 120 carregados de açúcares, pau do brasil e algodões.
Diálogos das Grandezas do Brasil, Ambrósio Fernandes Brandão (1615).
A barra do seu porto [Recife] é excelentíssima, guardada de duas fortalezas bem providas de artilharia e soldados que as defedem; os navios estão surtos da banda de dentro, seguríssimos de qualquer tempo que se levante posto que muito furioso, porque tem sua defensão grandíssimos arrecifes onde o mar quebra. Sempre se acham nele ancorados, em qualquer parte do ano, mais de trinta navios, porque lança de si, em cada um ano, passante de 120 carregados de açúcares, pau do brasil e algodões.
Diálogos das Grandezas do Brasil, Ambrósio Fernandes Brandão (1615).
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